Alimentos ultraprocessados e risco de obesidade
- Fabiana de Aro

- 22 de out. de 2024
- 2 min de leitura

Na última década, houve uma mudança significativa no padrão alimentar. O processo de industrialização tornou os alimentos industrializados mais acessíveis e disponíveis, produzidos em abundância, o que barateou e possibilitou o aumento do consumo por diversos níveis sociais.
Com o avanço tecnológico, foram desenvolvidas técnicas para conservar e aumentar a durabilidade dos alimentos, tornando-os disponíveis o ano todo. Esse processo é fundamental para a sobrevivência. O processamento dos alimentos significa que o alimento in natura, antes de ser consumido, passou por algum tipo de processo, como limpeza, remoção de partes, fracionamento, secagem, embalagem, pasteurização, resfriamento, congelamento, fermentação e outros processos, podendo ainda receber ingredientes para ajudar na conservação, como sal, açúcar, óleo, entre outros.
Já os alimentos ultraprocessados recebem substâncias de uso industrial, como xarope de milho, gordura hidrogenada, amidos modificados, maltodextrina, entre outros, ou aditivos cosméticos como conservantes, corantes artificiais, aromatizantes, estabilizantes, emulsificantes, edulcorantes, etc., muito diferentes do que temos e/ou utilizamos em casa. Todos esses aditivos tornam os alimentos mais palatáveis, de fácil consumo, são subprodutos de baixo custo e aumentam a validade do produto. Assim, já sabemos que alimentos ultraprocessados são extremamente saborosos, prazerosos e dificilmente consumimos pequenas porções, devido às suas características.

Certo ou errado? Isso não existe. Alimento é alimento. O que as evidências científicas mostram é que, devido à mudança alimentar mencionada anteriormente, a praticidade, disponibilidade e acesso aos alimentos ultraprocessados tornaram esses alimentos a base da alimentação das pessoas, enquanto a comida proveniente de ingredientes naturais e de preparo caseiro diminuiu. Agora, sim, temos o grande ponto em questão: não existe certo ou errado, bem ou mal. O que está acontecendo é o consumo exagerado desses alimentos, que, devido às suas características, faz com que as pessoas consumam mais alimentos, mais calorias e menos nutrientes. Com outros fatores do estilo de vida moderno, como o sedentarismo, estresse e baixa qualidade do sono, isso leva ao aumento de peso e às doenças decorrentes desse aumento de peso.
O consumo de ultraprocessados aumenta a ingestão de gorduras saturadas, açúcares adicionados ou livres e sódio, além de levar ao consumo de porções maiores e a comer muito mais rápido do que se comeria a comida tradicional.

É importante buscarmos sempre o equilíbrio, pensando na saúde. Pratique boas escolhas alimentares, prefira uma alimentação à base de vegetais, plantas, grãos, laticínios desnatados ou magros, cereais integrais, peixe e/ou cortes magros de carnes em geral. Comida feita em casa, com temperos frescos ou secos, ingredientes da cozinha, preparados com e para a família, além de saudável, cria memórias, história familiar e afeto! Pense na saúde de forma integral! O Nutricionista é o profissional habilitado a falar e planejar a alimentação, venha me conhecer!



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